Quarta-feira, Abril 29, 2009

o último post de dias do fim

caros amigos,

o que venho hoje escrever-vos é sério, como sempre, e terá impactos que conheço e de que assumo a responsabilidade.

quando criei o blogue "dias do fim" tinha quatro propósitos e um princípio: os propósitos eram informar(1), reflectir(2) e debater(3) educação de forma séria, elevada e isenta. ajudar e esclarecer(4) quem necessitasse . o princípio era o da liberdade de participação de todos os interesssados nos assuntos que aqui se apresentassem a discussão. por isso, excepto casos de um vernáculo insuportável, nunca aqui se suprimiram comentários.

"dias do fim" tem hoje uma frequência interessante que varia entre as 250 e as 500 visitas por dia. tem, por isso, muitos leitores assíduos e seguidores da sua linha editorial. é frequentado por pessoas de todos os continentes e tem tido uma presença que eu reputo de séria e digna na blogosfera educativa.

fui sempre capaz de alguma sobriedade, de alguma justiça e de uma atitude crítica em relação aos outros e mim próprio e fui, sempre, inexoravelmente sempre, o responsável primeiro, último e único pelo que aqui se postou. pelo que, o blogue, pensem o que pensarem e o que quiserem, foi e é, efectivamente, independente.

nunca escondi nem alheei da minha pessoa e da minha postura a minha condição de dirigente sindical, como o não fiz em relação à minha condição de professor e cidadão. contudo, tive o cuidado de divulgar iniciativas vindas de todos os quadrantes fossem sindicatos, movimentos, associações diversas e outros blogues desde que considerasse a matéria digna de interesse e reflexão educativa.

"dias do fim" e o seu autor nunca viveram do anonimato nem no anonimato. nunca aqui ou noutro blogue qualquer postei ou comentei nada anónimo ou sob a capa de um nickname. tudo o que escrevi foi de cara aberta e digna e pode ser-me imputado porque está identificado com o meu nome.

esta decisão foi muito ponderada. pesei todos os factores e cheguei à conclusão que era esta a melhor solução. de facto, aqui há uns meses, pacheco pereira referiu-se a certa pobreza editorial da blogosfera. na altura contestei. hoje não tenho tanta certeza assim de que ele não estivesse certo. se é verdade que há blogues de grande qualidade editorial, a maioria é de uma pobreza confrangedora. "dias do fim" tentou fugir a essa pobreza pela reflexão e pelo pensamento crítico mas muitas vezes foi ultrapassado pela necessidade de divulgar. não gosto de conviver com isso. com a falta de qualidade. quanto aos comentários, o mínimo que posso dizer é que 90% não são comentários. há blogues, dos mais participados, em que em 150 comentários, só uma meia dúzia o são de facto. o resto é conversa e a maior parte dela inócua. e a maior parte dela entre as mesmas 20 pessoas. combinar jantares, ter conversas paralelas e desviadas do assunto, criticar só por criticar pessoas e instituições e claro, insultos, muitos insultos, linguagem imprópria de uma classe que é responsável pela educação em portugal. há ainda a cobardia dos anónimos, a infantilidade dos jogos de identidade, e há uma preocupante incapacidade de discussão séria dos assuntos. por fim, uma das coisas mais incompreensíveis para mim: confundir discordar com estar contra, confundir crítica com ataque pessoal. este blogue tem sido uma agradável surpresa porque sendo pouco comentado é efectivamente comentado. vê-se isso, por exemplo, no post anterior. acontece, colegas, que eu não quero ser cúmplice deste estado de coisas. eu não posso ser responsável por um blogue e assistir a insultos impróprios a pessoas que eu conheço e a pessoas que eu não conheço sendo ambas dignas de respeito. não posso permitir que alguém venha ao meu blogue colocar ideias e sair insultado. não posso admitir ser um veículo de uma vergonhosa falta de civismo. isso não aconteceu aqui muitas vezes. só assisti a dois surtos desse tipo de "violência". mas, de acordo com os princípios que o meu pai me ensinou e eu não esqueço, uma vez foi demais, duas é intolerável.

o blogue fecha por via da desilusão e do desencanto que estas atitudes geram. o blogue fecha porque a população não está preparada para viver na blogosfera e confunde liberdade com libertinagem.

alguns dirão "mas isso é desistir", "isso é deixar prevalecer aquilo que combates". não é desistir porque continuarei sempre a combater e a lutar como me é característico mas fá-lo-ei olhos nos olhos, cara a cara, frente a frente, nas escolas, no sindicato, nas reuniões de negociação e em todos os espaços onde possa apresentar e discutir ideias. isto pode e deve ser feito sem sermos veículos e sem sermos envolvidos na indignidade do enxovalho pessoal.

acusaram-me de ser o blogue oficioso da fenprof ou de escrever só o que o antónio avelãs autorizasse. são duas atrocidades inomináveis. nunca ninguém nem nada determinou o que aqui se postou a não ser a minha consciência. acho que o avelãs nem lê este blogue e da fenprof (secretariado) muito poucos o fazem... de resto, estando às portas das eleições do spgl que são já no próximo dia 19 de maio, agora sim, teria uma oportunidade de usar a visibilidade de "dias do fim" para apoiar a lista por que sou candidato e espero ganhe as eleições - a lista A. acontece que eu sou um indivíduo livre e independente. penso só pela minha cabeça e não sacrifico os meus princípios. sobretudo não sacrifico a dignidade em prol da visibilidade. que ganhe a lista A mas que ganhe por termos estado, só em santarém, com os professores em mais de 600 reuniões nos últimos três anos. que ganhe por termos tido a capacidade de mobilizar o distrito para a maior das manifestações regionais de novembro último considerando a proporção número de professores/número de manifestantes e a segunda maior em termos absolutos. que ganhe pela nossa dedicação e pela capacidade de trabalho e não pela visibilidade conquistada na blogosfera.

por diversas vezes coloquei aqui assuntos muito sérios, muito interessantes, muito importantes e de importante discussão para os professores. os comentários eram 3 ou 4, às vezes uma dúzia. interessantes mas poucos. por duas vezes caí na tentação de colocar textos mais pessoalizados e foi ver um disparar assombroso de comentários. trinta e tal de uma vez. cinquenta e tal de outra. pois, caros amigos, eu preferia que tivessemos ficado por poucos sem termos descido à verborreia insultuosa que por aqui passou por duas vezes. fiquem lá com a blogosfera educativa e com o que ela acrescenta à educação em portugal que, diga-se, é muito pouco.

de resto, o trabalho com os professores, o verdadeiro apoio, aquele apoio que eles precisam e que faz a diferença nas suas vidas, esse, digam o que disserem, não se faz na blogosfera. faz-se nas escolas, na rua, nos tribunais, no apoio concreto e constante. até me rio quando tentam politizar a acção sindical e dizer que somos falhos de estratégia. a estratégia é ajudar aqueles que precisam, quando precisam. ainda recentemente, o autor de um blogue teve a meritória iniciativa de mobilizar os seus leitores para conseguir recursos para pedir um parecer jurídico. pensou-se, por momentos, que a blogosfera iria ser útil. afinal, tanto esforço, tanto trabalho, tanta invectiva sofrida e... para quê? quantos professores se ajudaram com aquele instrumento? ao mesmo tempo e desde janeiro para cá, só na d. r. santarém já fizémos mais de trezentos atendimentos que resolveram problemas concretos que afectavam a vida de colegas nossos. eu respeito a blogosfera e quem acredita nela. mas eu deixei de acreditar e não serei cúmplice do insulto fácil, da teoria da conspiração bacoca, da revolução de sofá. e fecho este blogue simbolicamente no dia 30 de Abril porque amanhã, dia 1 de maio, não postarei nada mas estarei nas ruas desfilando ao lado de outros trabalhadores.

admito continuar na blogosfera mas por prazer próprio e pessoal. para partilhar uns escritos e umas ideias no âmbito da criação literária, da teoria das ideias, da reflexão humanística e filosófica. e fora, bem fora da blogosfera educativa.

agradeço a todos aqueles que seguiram "dias do fim", a todos os que tentaram contribuir de forma qualificada para um debate rico e reflectido. agradeço todas as palavras de apoio e incentivo e faço votos para que se resolvam a nosso favor todos os problemas da docência e da escola pública portuguesa. eu continuarei firme, entusiasmado, determinado e envolvido na luta por um país melhor, por uma educação melhor, e fá-lo-ei onde acredito que essa luta melhor se trava: nas escolas, com os professores, no combate político, na batalha jurídica, no terreno com pessoas de verdade, que dão a cara e têm um nome e uma responsabilidade associada a ele. uma luta onde a coragem tem de ser de verdade. uma luta com consequências!

de resto, estarei sempre disponível. à distância de um mail, de um telefonema.

até sempre,

joão paulo videira

é grave, é muito grave!

alguém me dizia na semana passada que precisávamos de outra revolução. ora aí está uma daquelas coisas que, somada a tantas outras, dá razão de ser a tal sentir! a situação é grave e carece de uma reflexão profunda acerca do país que somos e do país que queremos ser...
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"Inspecção-Geral de Educação acusada de incentivar "comportamentos denunciantes"
Vários meses depois de a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, ter sido recebida com ovos, a Inspecção-Geral de Educação (IGE) foi ouvir os estudantes, maiores de 16 anos, da Escola Secundária de Fafe. A Associação de Pais contesta o método de interrogatório que, diz, incentiva a um "comportamento denunciante" e "é absolutamente inconcebível depois do 25 de Abril". Os pais já enviaram cartas ao procurador-geral da República, ao provedor de Justiça e aos grupos parlamentares. A IGE assegura, através de ofício, que nada de ilegal ocorreu.
O protesto que deu origem às averiguações da IGE ocorreu em Novembro. Maria de Lurdes Rodrigues dirigia-se a um edifício próximo da Escola Secundária de Fafe, para participar numa sessão de entrega de diplomas do programa Novas Oportunidades, quando cerca de 200 alunos se aproximaram, vaiando a ministra e arremessando ovos contra as viaturas oficiais. A ministra nem chegou a sair do automóvel e a manifestação não durou muito, ao contrário das consequências, que se prolongaram no tempo.
O conselho executivo da escola, os pais e as associações sindicais vieram a terreiro criticar a forma como os estudantes protestaram contra o estatuto do aluno. Mas nem assim os ânimos serenaram. Vinte quatro horas depois, em Baião, miúdos armados com ovos esperaram por um governante que não apareceu. E, dias mais tarde, era a vez de os secretários de Estado Jorge Pedreira e Valter Lemos serem alvejados com ovos e tomates, em Lisboa, ao que reagiram dizendo não acreditar que as manifestações fossem espontâneas.
“As perguntas feitas aos alunos permitem-nos deduzir que é isso que pretenderão provar — que eles foram manipulados, nomeadamente pelos professores”, comentou ontem, em declarações ao PÚBLICO, Paulo Nogueira Pinto, ele próprio docente (noutra escola) e pai de uma das alunas interrogadas pelo inspector da DGE. “Como é que souberam que a ministra vinha a Fafe? Quem é que se lembrou de fazer a manifestação? Os professores deram aulas? Marcaram faltas a quem não esteve na sala? Como é que os alunos saíram da escola? Estava algum funcionário à porta?”, desfia Nogueira Pinto, exemplificando perguntas a que a sua filha, aluna do 10.º ano, teve de responder.
Segundo diz, ela foi escolhida “de forma mais ou menos aleatória”. Estava a terminar uma aula de Educação Física quando o inspector pediu ao professor que lhe indicasse alunos com 16 anos ou mais. “Ela fazia parte do grupo e, como já tinha acabado os exercícios, foi indicada ”, explicou.
Nogueira Pinto diz não duvidar da veracidade do esclarecimento da DGE que, em resposta à sua reclamação, informa que o interrogatório foi legal na medida em que foi feito a jovens maiores de 16 anos, imputáveis para fins penais. Insiste, no entanto, que, “do ponto de vista ético, o método é profundamente incorrecto”.
Aquele pai contesta o facto de a aluna, de 16 anos, ter sido levada para uma sala que não conhecia para ser interrogada durante cerca de uma hora, e também o facto de, na sua perspectiva, ter sido “incitada a acusar e denunciar pessoas, nomeadamente os seus professores, pelos quais se espera que tenha respeito como figuras de autoridade”. “No fim, fizeram-na assinar uma folha com a suposta transcrição das suas declarações, feitas por uma pessoa que a DGE identifica como sendo o secretário do inspector”, relatou.
O presidente da associação de pais, Manuel Oliveira Gonçalves, diz que mal foi alertado para o que estava a acontecer, durante o mês de Março, se dirigiu ao conselho executivo, que disse desconhecer como estavam a ser escolhidos os alunos e como decorriam as audições. E que, por isso, auscultou alguns dos estudantes ouvidos, cujos relatos coincidiam com o da filha de Nogueira Pinto. “Assim como criticámos os alunos pela forma como se manifestaram, agora questionamos a legalidade e a legitimidade de um interrogatório deste tipo”, afirmou ontem Manuel Gonçalves. Não se considera “satisfeito com o esclarecimento” dado a Nogueira Pinto. “Por um lado, custa-me a crer que seja legal. Mas, ainda que assim fosse, não é legítimo. Eu nem queria acreditar que isto estava acontecer, tantos anos depois do 25 de Abril”, comentou. O PÚBLICO contactou o vice-presidente do conselho executivo da escola, Rui Fonseca, que, dando conta da ausência do presidente, não quis comentar o assunto, alegando desconhecer pormenores. Também o Ministério da Educação, através do assessor de imprensa, Rui Nunes, se escusou a prestar qualquer esclarecimento."
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Terça-feira, Abril 28, 2009

... por exemplo, tirarmos daqui!

"Vila Real: Centro de educação especial acusa ministério de esvaziar protocolo com oito anos

O Centro de Engenharia de Reabilitação e Acessibilidade (CERTIC), da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Vila Real, acusou hoje o Ministério da Educação de "ter esvaziado" o protocolo estabelecido há oito anos no âmbito das necessidades educativas especiais das escolas do distrito.

O coordenador do CERTIC, Francisco Godinho, disse à Lusa que o ministério criou uma rede de 25 Centros de Recursos de Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) para a Educação Especial (CRTIC), que - sustenta - "excluiu o CERTIC do papel que vinha desempenhando desde 2000".

As zonas de intervenção dos CRTIC, definidas centralmente pelo Ministério da Educação (ME), repartem o atendimento dos concelhos do distrito de Vila Real pelos Centros de Chaves (distrito de Vila Real), Mirandela (distrito de Bragança), Cinfães (distrito de Viseu) e Guimarães (distrito de Braga).

Com esta distribuição, os utentes são obrigados, segundo Francisco Godinho, a deslocar-se, o que considerou "não fazer sentido" devido à experiência que existe em Vila Real."
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conseguimos "investir" aqui se...

"Ministra da Educação admite alargar programa de intervenção prioritária


A ministra da Educação admitiu hoje alargar o programa dos Territórios Educativos de Intervenção Prioritária a mais escolas, sublinhando que um dos propósitos da avaliação externa também é a identificação da necessidade de políticas de discriminação positiva.


Maria de Lurdes Rodrigues referiu que as escolas têm "pontos de partida muito desiguais" e que "nem todas estão localizadas em territórios que beneficiem o seu trabalho", disse a propósito de um seminário da Inspecção-Geral de Educação, que decorreu hoje em Lisboa.


"Da avaliação externa também deve resultar a identificação da necessidade de políticas de discriminação positiva para que possam enfrentar os desafios e obstáculos que têm pela frente", afirmou a titular da pasta da Educação.Questionada sobre um possível alargamento do programa TEIP, destinado a escolas localizadas em meios sócio-económicos desfavorecidos e com elevadas taxas de abandono e insucesso escolar, a ministra afirmou que "há mais escolas a necessitar de serem incluídas", sem, no entanto, adiantar prazos."

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conciso, incisivo e verdadeiro.



Estes 3 anos do mandato que agora terminam foram certamente o período da história do SPGL em que mais reuniões se fizeram com os professores educadores, nas escolas mas também fora delas. Tínhamos prometido isso na campanha eleitoral. Cumprimos, apesar das dificuldades resultantes do facto de alguns eleitos pela lista opositora, nas zonas e regiões em que ganhou, se terem rapidamente demitido ou abandonado o trabalho para que os sócios os tinham eleito, obrigando com tal postura a um ainda maior trabalho dos membros da direcção.

Mas não foi apenas o elevadíssimo número de reuniões que marcou este mandato. Foi também a preocupação constante em ouvir e respeitar a opinião dos docentes, de que as centenas de reuniões desta semana de "consulta geral" são o exemplo mais recente . Foi também o esforço de acompanhar a luta em cada uma das escolas e agrupamentos e de mobilizar intensamente para as acções de luta. Com os espectaculares resultados que todos puderam ver nas megamanifestações de Março e Novembro.

Merecemos a confiança dos professores e educadores pelo papel que desempenhámos na construção da unidade na FENPROF e na Plataforma Sindical. Desempenhámos um papel crucial nas pontes que foi necessário fazer com os "movimentos" de docentes.

A LISTA A – SPGL. A FORÇA DOS PROFESSORES – constitui-se em boa parte a partir da equipa que agora termina o seu mandato. Gente com provas dadas no que respeita à competência, à dedicação e ao trabalho. Gente disponível. Gente de confiança!

VOTE LISTA A - A FORÇA DOS PROFESSORES!"

Segunda-feira, Abril 27, 2009

pegou de estaca: ehhhh propagandazinha danada!

"Ministra da Educação admite que Portugal atinja escolaridade de 12 anos até 2012

A ministra da Educação manifestou-se hoje confiante que Portugal poderá cumprir em 2012 a meta de escolaridade obrigatória de 12 anos, mas advertiu que ainda existem assimetrias regionais ao nível da escolarização.

Maria de Lurdes Rodrigues falava na abertura de uma conferência de peritos sobre alargamento da escolaridade obrigatória para 12 anos, no Centro Cultural de Belém, sessão presidida pelo primeiro-ministro, José Sócrates, e em que também está presente o ministro do Trabalho e da Solidariedade, Vieira da Silva. Antes de passar a palavra aos cerca de 40 peritos convidados pelo Ministério da Educação, Maria Lurdes Rodrigues referiu que em 1986 foi fixada a escolaridade obrigatória no 9º ano, mas que esta meta, por dificuldades de diversa ordem, apenas acabou por ser atingida em 1996."
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e que peritos são estes? é daqueles da ocde-mas-afinal-não?

"Sócrates preside a audição de peritos sobre escolaridade obrigatória de 12 anos

O primeiro-ministro preside hoje à sessão de abertura de uma audição de peritos, que tem como objectivo auxiliar o Governo a concluir o mais rapidamente possível a meta de alargar a 12 anos a escolaridade obrigatória.

No Centro Cultural de Belém, além de José Sócrates, estarão também presentes os ministros da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, e do Trabalho e Solidariedade, Vieira da Silva, além de académicos, representantes de centros de formação de empresas e de escolas profissionais."A ideia é obter conselhos, análises e discutir estratégias para que a escolaridade obrigatória de 12 anos se concretize depressa", disse fonte do Ministério da Educação. A medida de fixar a escolaridade obrigatória em 12 anos foi anunciada pelo primeiro-ministro no último debate quinzenal na Assembleia da República e foi aprovada na passada quinta-feira em Conselho de Ministros."
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Domingo, Abril 26, 2009

santana castilho: "mas nada acontece"

"Mas nada acontece

Amanhã cumprem-se 35 anos sobre o 25 de Abril. Vamos ouvir discursos no "hemicirco" e ver cravos nas lapelas. Talvez amanhã se ouçam as baladas do Zeca e recorde Salgueiro Maia. Mas no domingo, o Povo continuará a fenecer, governado por "tudólogos" (os que decidem sobre qualquer coisa sem nada saberem de coisa alguma), que vivem para cuidar de si e deslumbrar a clientela.

Do 25 de Abril restam propósitos e memórias. As ideologias perderam espaço e as utopias cederam aos esquemas. Á politica das causas sucederam as metáforas das bicicletas e dos jaguares. O Direito não serve a Justiça: produz doutrina e códigos prolixos, que facilitam a camuflagem dos crimes e dos criminosos. A Saúde não serve todos. Mas enriquece muitos à custa da desgraça dos outros. A Educação não emancipa: subjuga. O Trabalho já não é direito e dentro em pouco será privilégio. A esperança sumiu e deu lugar ao grau zero da confiança. A cenoura vergou a dignidade e transformou o Estado num mosaico de interesses privados. O come e cala-te é o lápis azul do fascismo moderno.Mas nada acontece.

De charuto na boca, à boca do tribunal, dizem-se alarvidades sem que nada aconteça.

Aparentemente, os "culpados" de Entre-os-Rios foram os 59 que lá morreram. E só isso aconteceu. A culpa, essa, morreu solteira. Correram cinco anos de faz de conta que anda mas não anda no Freeport. E, ainda por cima, pagamos para ouvir o primeiro-ministro esclarecer que o caso existe porque um militante da oposição escreveu uma carta anónima ... Mas nada acontece.

Aceitamos o arrastar da Casa Pia e a esponja do esquecimento sobre o contentor enorme da podridão do Regime. Aceitamos a ignomínia para não prejudicar as criancinhas e não enfurecer os papás. Aceitamos que o primeiro-ministro passe os debates da legislatura a fazer oposição à Oposição, em vez de explicar aos portugueses em nome de quê se apropriou do todos os aparelhos do Estado. E nada acontece, porque a sociedade parece abúlica.

O país está sufocado por uma partidocracia que a maioria dos portugueses identifica e repudia. Mas nada acontece.A crise que nos aflige é a financeira e a económica. Mas a crise mais profunda é a da Democracia, do Estado e, por que não dizê-lo, da própria Nação.Se alguém souber como se faz outro 25 de Abril, eu alisto-me! "
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Sábado, Abril 25, 2009

direito ao contraditório: as palavras do dirigente sindical que (não) pôs paulo guinote na rua

paulo guinote fez um post no seu blogue, o umbigo da minha educação, em que criticava ferozmente um dirigente sindical, o "Zè", por tê-lo expulsado da sala. o dirigente fez um comentário ao post mas guinote não quis convertê-lo em post como tantas vezes faz. está no seu direito. eu recebi esse comentário/resposta por mail e aqui o deixo dando ao dirigente sindical o direito ao contraditório como é natural em democracia.

não advogo uma versão nem outra. apenas penso que ficamos todos mais informados se tivermos acesso pleno às duas versões.

sei que o josé costa (o dirigente) é uma pessoa cordata e ponderada. não estou a vê-lo a expulsar ninguém de uma sala mas também não o conheço tão bem assim...

quanto a guinote, também não o conheço muito bem. para além do seu blogue, pouco sei. sei que, nesse blogue, esta semana que passou, teve uma querela com o ramiro marques, teve uma querela comigo, teve uma querela com o francisco santos, teve uma querela com o josé costa e teve querelas diversas com os sindicatos... enfim devemos estar todos errados. admito que sim.

este post, como outro qualquer no dias do fim, não é dedicado a ninguém nem constitui uma invectiva contra ninguém. apenas pretende dar-nos a conhecer a versão do josé costa uma vez que, a de guinote, o próprio no-la deu a conhecer e deixou-nos perceber, pelo título do post que escreveu, a importância que deu à semana de consulta: "Gostei De (Não) Ser Consultado"
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aqui fica o texto do josé costa:
"As intervenções do “Paulo” nada tiveram de cordato, pareceu-me estar bem vermelhinho, não sei se de raiva ou nervosismo.

Mas vamos ao que interessa. O “Zé” não disse que a FENPROF não apresentou alternativas, antes, pelo contrário; sobre a Avaliação de Desempenho, já apresentámos a nossa proposta e sobre o Estatuto da Carreira Docente as nossas posições são sobejamente conhecidas (de claro repúdio). Não sei onde é que ele foi buscar essa.

É verdade que o Secretariado da FENPROF não vai pedir aos professores que não entreguem a ficha de auto-avaliação, decisão essa que pode até ser alterada. O colega afirmou que isso era concordar com o modelo de avaliação, eu disse-lhe que isso era a sua opinião mas não a minha e se não aceitou paciência, a vida é assim, feita de divergências. Penso que as posições da FENPROF ao longo deste processo falam por si. Depois o colega foi tudo menos cordato, foi interrompendo, interrompendo, interrompendo até que alguém disse baixinho que assim nunca mais acabaríamos a reunião. Perguntei-lhe se a minha presença o incomodava, saiu da sala.
Mas como só esteve presente no 1º terço da reunião eu resumo o resto, para que conste.Já não tenho idade para levar reprimendas, nem de PCE(s), nem o admitiria, informaram-no mal.
A PCE, que costuma estar quase sempre presente nas reuniões sindicais (assim com outros elementos do CE) de uma forma crítica, por vezes , mas sempre construtiva ,opinou sobre o assunto , respeito a opinião dela , mas penso (posso estar enganado) que mais ninguém se manifestou , ou saiu da sala. Nem ninguém disse ao “Zé” que “nunca mais mandaria sair da sala um professor da escola dela”. Parece que temos aqui um equívoco.Bem mas vamos ao que interessa . O balanço foi feito depois de muita discussão , e sim, é verdade, os professores presentes na reunião ( e eram muitos) afirmaram que não estavam disponíveis para mais manifs. A greve às avaliações também foi discutida , e penso que a proposta mais consensual foi a hipótese de uma greve “rotativa” no final do 3º período. Ficou o registo e o compromisso de que esta proposta será transmitida. Esta discussão decorreu com toda a normalidade e o “Zé” praticamente foi ouvindo e pouco mais.

Acompanho sindicalmente esta escola desde 97/98 , há cerca de 11,12 anos. Faço sempre uma reunião sindical por período , além das visitas de “rotina” . Reuniões com 20 , 30 , 40 e mais professores . Reuniões por vezes difíceis , mas sempre muito participadas. Não fujo ao confronto de opiniões , tento sempre esclarecer as posições sindicais da FENPROF, que assumo , por vezes, com sucesso e outras nem tanto. Penso que os professores desta escola aprenderam a respeitar-me como eu os respeito a todos, sem excepção , mesmo na discordância o que acontece com frequência.

Não tenho por hábito “destratar” ninguém, posso discordar , confrontar , mas sempre com respeito . Aliás, se assim não fosse, faria reuniões sindicais sozinho , nas várias escolas que acompanho sindicalmente.

Acredito no contributo do sindicalismo ,como força social, ofensiva, de resistência e propositiva . Se outros assim não o entendem , paciência, é a sua opinião.Sou dirigente sindical e sou professor. Tenho pena que este meu colega não tenha ficado até ao fim da reunião . Tem uma “vantagem” que eu não tenho nem utilizaria se a tivesse que é a de sair de uma reunião quando contrariado .
Saudações.
José Costa (dirigente sindical do SPGL)"

terminou a sondagem de dias do fim: analisa os resultados.

as sondagens valem o que valem e aqui, no dias do fim, ainda devem valer menos porque somos muitos a consultar a página todos os dias mas poucos a participar. é uma característica deste blogue e acho que está muito bem assim porque, francamente, não me interessa que participem só por participar. interessa-me que participem quando entenderem fazê-lo.

a sondagem foi a primeira da blogosfera sobre esta matéria e isso não tem importância nenhuma a não ser termos tido um bocadinho mais de tempo para ponderar as escolhas. tentei colocar-vos perante propostas concretas e apresentadas de forma séria e digna.

os resultados, curiosamente, apontam no mesmo sentido daquilo que foi a consulta aqui na d.r. de santarém, ou seja, quem veio aqui votar optou claramente por uma manifestação nacional, depois pela entrega da autoavaliação com protesto. e estas foram as duas opções mais votadas. houve uma terceira que, não sendo tão votada como estas duas, foi mais votada que a generalidade: a greve prolongada.

aqui ficam os resultados para que possam fazer as vossas leituras e interpretações:


uma manifestação nacional -37 (61%)

manifestações regionais - 9 (15%)

concentração nacional (com concerto) - 7 (11%)

greve nacional de um dia - 11 (18%)

greve nacional prolongada - 19 (31%)

greve nacional por tempos - 7 (11%)

greve às avaliações - 8 (13%)

não entrega da autoavaliação - 4 (6%)

entrega da autoavaliação com protesto - 29 (48%)

25 de Abril. Sempre!

marcante! 25 de abril, sempre! para que a memória não se perca!

quinto dia da consulta geral aos professores: algumas impressões

colegas e amigos,
findo o quinto dia da consulta geral aos professores e ainda tendo em conta que na próxima semana, entre segunda e quarta-feira, se realizarão algumas reuniões, venho deixar-vos as minhas impressões da consulta feita ao longo da semana. como sempre, relativizem por tratar-se de uma amostra pequena (cerca de 60 reuniões) e de uma só região, a d. r. de santarém do spgl.

não vou, como ontem, colocar o que ganhou ou perdeu força. vou somente deixar aqui aquelas que foram as principais opções dos professores, ou seja as sugestões que emergiram da consulta e as propostas que foram levadas à consulta que recolheram mais apoio e adesão dos professores.

a) entrega da autoavaliação sob protesto com documento anexo.
b) divulgação de uma síntese do livro negro das políticas educativas como separata de um jornal de grande tiragem.
c) manifestação nacional a um dia de semana com marcação para esse dia de uma greve nacional.
d) manifestação nacional a um sábado.*
* esta solução em alternativa a c)

Quinta-feira, Abril 23, 2009

quarto dia da consulta geral aos professores: algumas impressões

caros amigos,
o que vou escrever-vos hoje continua a ter um carácter impressionista e nada conclusivo, ainda assim, porque já concluímos o quarto dia da consulta começa a assumir contornos mais definidos. É importante lembrar que não só falta a consulta de sexta-feira como ainda de muitas reuniões que se realizarão na segunda e terça-feira da semana que vem.

quando digo contornos mais definidos, quero dizer que, mesmo sem ter certezas, há ideias que começam a definir-se como viáveis e outras que, ao contrário, não parecem vingar. por isso mesmo, dividi as minhas impressões, ao final do quarto dia, em três categorias: comentários, ideias que ganham força e ideias que perdem força.

relembro ainda que a amostra se reporta às reuniões realizadas na d. r. de santarém do spgl que, sendo muitas para nós que as realizamos, não constituem mais do que uma pequena amostra do país.

comentários
a) o primeiro comentário que se me oferece é o de que a consulta, estando a ser uma iniciativa louvável e interessante, está, efectivamente, a ser pouco participada. os professores não poderão dizer que os sindicatos não os querem ou quiseram ouvir mas o certo é que se dispuseram pouco a fazer-se ouvir. houve diversas reuniões muito participadas mas na generalidade, a participação estve abaixo daquilo que costumam ser as nossas visitas às escolas.
b) dizer também que o diálogo tem sido muito aberto, com um debate muito franco e analítico que tem dotado as reuniões de grande qualidade na participação daqueles que se predispõem a isso. os professores têm avançado ideias e têm analisado de forma crítica as propostas apresentadas.
ideias que ganham força
entendo por ideias que ganham força aquelas que os professores não só consideram pertinentes mas, sobretudo, consideram estar dispostos a participar. a forma como as selecciono tem a ver com o acolhimento positivo que tiveram pela maioria dos consultados:
a) manifestação nacional, em lisboa, a um sábado.
b) manifestação nacional, em lisboa, a um dia de semana, fugindo à segunda e sexta-feira e em siumultâneo com a realização de um dia de greve.
c) entrega da autoavaliação sob protesto manifestado em documento anexo à ficha e assinado pelo avaliado.
d) divulgação de uma versão sintetizada do livro negro das políticas educativas em formato de separata inclusa num jornal de grande tiragem.
ideias que perdem força
a) qualquer forma de greve que não a supracitada greve de um dia com manifestação. uma coisa é os professores acharem que uma greve prolongada seria boa ideia, outra é a sua predisposição para a fazerem.
b) manifestações regionais.
c) concentração num estádio com concerto.
d) não entrega da autoavaliação. esta forma de luta que, por exemplo, a mim não me desagradava em coerência com a não entrega dos meus objectivos, será um acto falhado se alguém a propuser. os professores, pura e simplesmente, não aderem a isto.
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se houver energia para tanto, espero que sim, afinal de contas tenho 14 reuniões à minha conta e ainda "só" fiz 9, amanhã voltarei aqui com um balanço deste tipo, muito meu, muito pessoal, muito falível, mas a constituir uma amostra de um trabalho que tem sido árduo, desgastante e, curiosamente, gratificante. deixo, por isso, uma saudação a todos os professores que participaram até agora e um abraço solidário a todos os dirigentes e delegados que têm dinamizado as reuniões, em particular aos meus bravos camaradas da d.r. de santarém do spgl.
bem hajam.
jpvideira

esquerda.net promove debate sobre escola pública: síntese

"A defesa da escola pública esteve no centro do último debate sobre políticas de igualdade, contributo para a construção do programa eleitoral do Bloco de Esquerda. Participantes salientaram que a política deste governo é um caminho para reduzir a Escola Pública numa escola só para pobres, condenaram a incompetência do ministério, manifestaram solidariedade com as lutas dos professores e destacaram a necessidade de continuar a debater a educação.
Nesta Quarta feira, 22 de Abril, realizou-se o último debate online sobre políticas de igualdade. Neste debate sobre educação participaram Ana Benavente (Investigadora em Educação), Cecília Honório (Movimento Escola Pública), Manuel Grilo (dirigente do SPGL) e Paulo Guinote (autor do blogue "A Educação do Meu Umbigo"), Miguel Reis moderou. A deputada Ana Drago não pôde participar por se encontrar doente.

O debate começou pelo modelo de avaliação de desempenho dos professores, tendo as e os participantes criticado e condenado o modelo. Para Paulo Guinote " este modelo de avaliação não veio qualificar a escola pública", Ana Benavente disse que "a escola pública está mergulhada na burocracia" e considerou que a esquerda "debate pouco" e deve questionar "que concepção de escola queremos e temos". Cecília Honório afirmou que "a avaliação é uma farsa completa", salientou que o governo disse que o problema estava na escola, a começar pelos professores, o que é um discurso de poder. "A desigualdade é ignorada e mascarada, quando se diz que o mal está na escola ou nos professores" salientou.

Manuel Grilo destacou que o modelo governamental "serve simplesmente para classificar, impedir subida de salários e domesticar", considerando que "o todo das leis é uma escola que assenta na exclusão". Para Ana Benavente o "governo perdeu na avaliação dos professores, mas perdeu-se também a confiança social na escola, o que custa muito a ganhar e nada a perder". "
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ainda santo onofre: moção aprovada na assembleia municipal de caldas da rainha

"A Assembleia Municipal das Caldas da Rainha aprovou ontem por unanimidade (1 abstenção) a seguinte moção:

"No passado dia 2 de Abril, o Conselho Executivo do Agrupamento de Escolas de Sto. Onofre, democraticamente eleito e cujo mandato só terminaria em Junho de 2010, foi exonerado pela Direcção-Geral de Educação de Lisboa e substituído por uma nomeada Comissão Administrativa Provisória .

Esta destituição não decorreu de qualquer irregularidade praticada mas, presumivelmente, apenas por até à data não estar constituído o denominado Conselho Geral Transitório, estrutura considerada indispensável para iniciar a aplicação do novo e controverso modelo de gestão escolar e de avaliação dos docentes .
Deste facto não pode ser responsabilizado o Conselho Executivo, que seguiu todos os procedimentos previstos na lei, tal como não poderá qualquer professor ser obrigado a candidatar-se a um cargo contra sua vontade.

A situação existente não impedia, contudo, que estivesse a decorrer com toda a normalidade a actividade escolar nas escolas do Agrupamento.

Importa acrescentar que o trabalho desenvolvido no Agrupamento de Sto. Onofre tem sido amplamente reconhecido como altamente meritório, podendo ser ilustrado pelos inúmeros prémios recebidos, pelos projectos de inovação pedagógica aplicados, pelos instrumentos de gestão criados, que até mereceram públicas referências elogiosas da tutela .

Muitos dos seus alunos provêm de contextos sociais difíceis, com elevado risco de insucesso e abandono escolar e só a grande dedicação e o elevado profissionalismo dos que aí trabalham, bem como o forte envolvimento com a comunidade, possibilitaram os resultados alcançados .

Por todas estas razões, a Assembleia Municipal das Caldas da Rainha, reconhecendo os valiosos serviços prestados à comunidade caldense por todos quantos trabalham no Agrupamento de Sto. Onofre, vem manifestar –se :

- preocupada com a perturbação que inevitavelmente ocorrerá no quotidiano destas escolas e da qual decorrerão prejuízos graves para o percurso escolar dos alunos;

- solidária com o Conselho Executivo injustificadamente destituído;

- indignada com a decisão do Ministério da Educação de interromper, sem fundamento, um mandato em total desrespeito pelos que, livremente, com o seu voto, o sufragaram.

Caldas da Rainha, 21 de Abril de 2009"

A Senhora ministra deve um pedido de desculpas à cidade das Caldas da Rainha. Talvez assim já saiba a Senhora ministra o que fazer com a sua pretensão mentirosa, expressa em pleno Parlamento, (onde se costuma recomendar que se ponderem as palavras, especialmente se se trata de membros do governo) “A comunidade local não quer a escola” Está aqui aos 3′15”. E fica claro também que isto não é coisa de uma câmara PSD a aproveitar o balanço. A moção foi apresentada pela CDU. Unanimidade."
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a tendinha está armada!

declarações de josé sócrates na rtp1 e resposta de josé eduardo moniz na tvi:

Quarta-feira, Abril 22, 2009

escolaridade a quanto obrigas? 3

"Fenprof: alargamento da escolaridade só seria surpresa se não fosse decretado

A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) considerou hoje que o alargamento da escolaridade obrigatória só seria uma surpresa se não fosse decretado pelo Governo e alertou para a necessidade de medidas de combate ao abandono e insucesso escolar."O que seria novidade, surpreendente e inaceitável, era o Governo não cumprir este compromisso", afirmou o secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, lembrando que o alargamento de nove para 12 anos já estava previsto no programa de Governo."
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a afirmação que o público reproduz não é original mas assenta bem...

escolaridade a quanto obrigas? 2

"Escolaridade: BE vê "problema de credibilidade" no momento escolhido para anúncio

O líder do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã, considerou hoje que há um "problema de credibilidade" por parte do Executivo socialista ao anunciar a escolaridade obrigatória até ao 12º ano, enquanto o primeiro-ministro defendeu que a medida "veio no momento certo"."Anunciou hoje uma boa medida, aleluia!", ironizou Francisco Louçã durante o debate quinzenal no Parlamento, onde o primeiro-ministro, José Sócrates, anunciou o alargamento da escolaridade obrigatória até ao 12º ano."
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a propaganda política é, recorrentemente, um problema do executivo de sócrates. aconteceu, já, com diversas outras matérias e iniciativas e agora repete-se.

esolaridade a quanto obrigas?

"Educação: Conselho de Ministros discute escolaridade obrigatória de 12 anos e gratuitidade no pré-.escolar

Lisboa, 22 Abr (Lusa) - O Governo discute quinta-feira em Conselho de Ministros a proposta para alargar a escolaridade obrigatória para 12 anos e a medida para proporcionar um ano de pré-escolar gratuito às famílias mais carenciadas.
Tanto a proposta sobre escolaridade obrigatória, como a medida referente ao pré-escolar, foram decisões anunciadas pelo primeiro-ministro, José Sócrates, no início do debate quinzenal de hoje.
Em declarações à agência Lusa, a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, referiu que esta última medida de apoio às famílias, que será acordada com autarquias e instituições privadas de solidariedade, requer alterações ao nível da lei quadro do pré-escolar e da lei de bases."
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terceiro dia da consulta geral aos professores: algumas impressões

neste terceiro dia, fico com a impressão de que as reuniões que ocorrem nas escolas prejudicaram a participação. é evidente que evitámos marcar neste dia, sobretudo à tarde, mas as reuniões eram tantas que algumas tiveram de ser agendadas para esta quarta-feira. eis algumas impressões que me ficam deste dia. sempre sem carácter conclusivo ainda que comecem a desenhar-se algumas propostas de forma mais afirmativa.

a) continuo a achar que a participação está abaixo do que eu esperava e isso tem de ser tido em conta na análise doa dados.

b) parece-me que ganha força a ideia de uma manifestação nacional. talvez a semana de 16 seja cedo.

c) parece-me que estão a perdr força as ideias de manifestações regionais e da concentração com um concerto.

d) não há grande disponibilidade para greves exceptuando dois casos de greve que continuam a ser referidos:
d1) uma greve de um dia, durante a semana, coincidente com uma
manifestação nacional.
d2) uma greve de dois dias.

e) definitivamente não me parece que os professores adiram auma forma de contestação que passe pela não entrega da autoavaliação.

f) definitivamente haverá uma franca adesão à entrega da autoavaliação sob protesto.

g) surgiu hoje, em diversos momentos uma ideia interessante: a publicação do livro negro das políticas educativas fora dos circuitos de professores, nomeadamente, em formato resumido, ao jeito de separata, num jornal de grande tiragem...